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Portugal não é o país mais gay friendly do mundo, mas para lá caminhamos. E isso deixa-me cheia de orgulho.

 

Quando penso na história da humanidade, na forma como as sociedades se têm sucedido e transformado, não consigo deixar de colocar a questão dos direitos humanos no centro da análise. Refiro-me, por exemplo, aos direitos das mulheres e dos homossexuais. Por isso, sinto-me privilegiada por ter nascido numa sociedade ocidental e de viver num estado social-democrata.

 

Olho para o Médio Oriente e vejo um conjunto de países onde predominam sociedades bastante tradicionais, baseadas numa desigualdade profunda entre homens e mulheres. Muitas das mulheres que vivem nessa região do globo não se deslocam à rua sozinhas, em público vestem burcas que lhes cobrem a maior parte do corpo, não podem conduzir, trabalhar… São mulheres que têm pouca ou nenhuma voz nas decisões políticas, religiosas, económicas que são tomadas. São seres humanos inferiores, à luz das coordenadas culturais desses países.

 

Olho para o continente africano e vejo uma série de países onde as mulheres são excisadas, ou seja sujeitas a mutilação genital, ainda em crianças, para que nunca possam sentir prazer sexual.

 

Olho para estes dois, junto-lhes países como a Rússia, e vejo um conjunto de estados que perseguem e criminalizam pessoas com base na sua orientação sexual. Para além de não lhes serem reconhecidos direitos sociais semelhantes aos demais cidadãos, como o direito ao casamento ou à adopção de crianças, os homossexuais são discriminados, violentados, mortos até. Circulam na Internet vídeos de perseguições e agressões em grupo a homossexuais. No Irão ou na Arábia Saudita, por exemplo, a homossexualidade é punida com pena de morte.

 

Por cá, dia 20 de Novembro de 2015, demos mais um passo no sentido certo, no sentido de uma maior liberdade, igualdade e fraternidade. Está agora mais próxima a possibilidade de qualquer casal português, independentemente da orientação sexual, poder adoptar uma criança que precise do amor de uma ou duas mães, de um ou dois pais. As gerações futuras vão olhar para trás e congratular-se por viver num país que encabeçou esta mudança social.

 

As sociedades ocidentais são perfeitas? Claro que não, mas são sem dúvida um melhor lugar para mulheres e homossexuais viverem.

 

Públicado em Público

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1 comentário

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De Cláudia Dias a 27.11.2015 às 08:00

E eu adoro este progresso. :)

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