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O que são futilidades e o que faz de nós seres mais ou menos fúteis?

 

Segundo o Dicionário Priberam, é fútil a pessoa que “valoriza o que é considerado superficial, inútil ou apenas material”. No senso comum, esse poço infindável de sabedoria popular, costuma acusar-se as mulheres de padecerem deste mal. É raro ouvir-se dizer que um homem é fútil, já as mulheres são facilmente associadas a esse carimbo indesejado. Mas quais são, afinal, as futilidades das mulheres?

 

Munindo-me de todos os estereótipos que conheço, diria que a lista contém coisas como ver novelas; gostar de moda e decoração; comprar roupa, malas, sapatos ou jóias; ir ao cabeleireiro e à manicura; ler revistas cor-de-rosa; fazer dieta; usar muita maquilhagem; colocar botox ou fazer upgrades à custa do silicone.

 

Mas será a futilidade um apanágio exclusivamente feminino? Claro que não. O mundo está cheio de homens fúteis, todos nós sabemos disso! E quais são, neste caso, as futilidades mais comuns entre os homens? A lista é bem maior, mas deixo aqui alguns exemplos.

 

Futilidade 1. Ler jornais desportivos diariamente, sendo esta a única imprensa escrita consultada, mesmo fora das épocas dos campeonatos, quando as principais notícias são sobre o biquíni transparente da namorada do Gotze.

 

Futilidade 2. Seguir afincadamente as novas tendências em termos de relógios e investir uma boa quantia de dinheiro em alguns modelos caros para exibir no trabalho, mas também fora dele, entre amigos.

 

Futilidade 3. Fazer dieta controlada em termos calóricos, consumir papas e batidos proteicos em substituição de algumas refeições, e fazer exercício físico numa base quase diária de modo a hiper-desenvolver a massa muscular.

 

Futilidade 4. Aprofundar o conhecimento sobre automóveis e motas, ao ponto de conseguir identificar todos os modelos de uma determinada marca desde a década de 80 do século passado e, se possível, comprar um exemplar caro e vistoso.

 

Futilidade 5. Consumir medicação, vitaminas ou submeter-se a uma cirurgia plástica de implante capilar ou, ainda, usar capachinho, com o objectivo de contrariar/esconder a careca cada vez mais proeminente.

 

Como na maior parte dos assuntos, o senso comum e os estereótipos estão errados ou, no mínimo, só contam meia verdade. Por isso, homens, não se chateiem comigo. Todos nós temos direito às nossas futilidades e sem culpas. Afinal, quantos de nós passam o dia inteiro a ler Nietzsche? 

 

* Publicado em Público

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2 comentários

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De Cláudia Dias a 27.08.2016 às 09:52

Bom artigo. Na minha opinião, não há nada de mal em gostar de algumas coisas consideradas "fúteis", desde que não o sejamos enquanto pessoas. Ou seja, uma coisa é gostarmos de superficialidades, por vaidade, ego ou prazer (ou outra coisa qualquer), outra é sermos nós próprios fúteis. Gostar de coisas fúteis não nos faz pessoas fúteis. :)
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De Anónimo a 27.09.2016 às 12:13

"Gostar de coisas fúteis não nos faz pessoas fúteis. :)"

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